terça-feira, 23 de junho de 2009

AS “TRÊS PECINHAS DO AMOR” DE ALAGOAS NO SENADO E OS ATOS SECRETOS


Foi revelado hoje (23/06) o nome dos senadores e ex-senadores beneficiados com os “atos secretos”, são 37 senadores e 24 ex-parlamentares envolvidos em um esquema que vem desde 1995. Não há distinção partidária - PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB, PTB e PR têm representantes na lista. Senadores aparecem como beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou que assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios.

A expectativa é que essa lista cresça com o aprofundamento das denúncias. As investigações revelam que a prática de ocultar deliberações (os “atos secretos”) envolvia todos os presidentes e primeiros-secretários que passaram pelo Senado desde 1995.

Os três Senadores alagoanos: Renan Calheiros, João Tenório e Fernando Collor, aparecem na lista dos beneficiados por este esquema de corrupção, o que nos deixa profundamente envergonhados e indignados com a irresponsabilidade de “nossos representantes”.

Confira a lista de todos os beneficiados com o esquema dos “atos secretos” do senado:

Aldemir Santana (DEM-DF)
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA)
Augusto Botelho (PT-RR)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Delcídio Amaral (PT-MS)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Efraim Moraes (DEM-PB)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Fernando Collor (PTB-AL)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Hélio Costa (PMDB-MG) licenciado (ministro)
João Tenório (PSDB-AL)
José Sarney (PMDB-AP)
Lobão Filho (PMDB-MA)
Lúcia Vania (PSDB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Maria do Carmo (DEM-SE)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Serys Slhessarenko (PT-MT)
Valdir Raupp (PMDB-RO)licenciado (ministro)
Wellington Salgado (PMDB-MG)


Senadores que assinaram atos secretos quando integravam a Mesa Diretora da Casa


Antonio C. Valadares (PSB-SE)
César Borges (PR-BA)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Garibaldi Alves (PMDB-RN)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Paulo Paim (PT-RS)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Tião Viana (PT-AC)
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domingo, 21 de junho de 2009

PARA O BEM DO JORNALISMO E DA DEMOCRACIA, VAMOS REAGIR A MAIS ESTE GOLPE!


Perplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.

A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira. Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade.

O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.

A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo. Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.

Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo.

Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Brasília, 18 de junho de 2009.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
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domingo, 16 de novembro de 2008

Marionete

Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo, e me presenteasse um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, senão pelo que significam. Dormiria pouco e sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Andaria quando os demais se detêm, despertaria quando os demais dormem, escutaria enquanto os demais falam, e como desfrutaria de um bom sorvete de chocolate...

Se Deus me obsequiasse um pedaço de vida, me vestiria com simplicidade, me atiraria de bruços ao sol, deixando descoberto, não somente meu corpo, mas também minha alma. Deus meu, se eu tivesse um coração.... Escriveria meu ódio sobre o gelo, e esperaria que saísse o sol.

Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer à gente que quero, que a quero muito. Convenceria a cada mulher e homemde que são meus favoritos e viveria enamorado do amor.

Aos homens provaria quão equivocados estão ao pensar que deixam de enamorar-se quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se enamorar.
A uma criança daria asas, mas deixaria que ela aprendesse a voar sozinha. Aos velhos, a meus velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi de vocês, homens.... Aprendi que o mundo todo quer viver no alto da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com seu pequeno polegar pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem amarrado para sempre.

Aprendido que um homem unicamente tem direito de olhar outro homem de cima para baixo, quando o tiver ajudado a se levantar.

São tantas coisas as que pude aprender de vocês, mas finalmente de muito não haverão de servir porque quando me guardem dentro desta maleta, infelizmente estaria morrendo....

De autor anônimo - Atribuído a García Márquez
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Eu odeio ter tanta certeza de que ainda te amo

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Eu ainda te odeio... e isso só me faz pensar no quanto um sentimento é capaz de resistir. Eu ainda te odiar, significa que nem por um dia eu deixei de pensar. Que o mais intenso dos meus sentimentos foi voltado a isso. Eu te odiei do momento em que sumistes daqui, até a hora em que voltasses a me procurar.

E eu te odiei por me fazer sentir tanta a tua ausência. Eu odeio o modo irritante de como tiras o meu sono. O modo como me traz instabilidade em dias de calmaria. E eu odiei te perdoar, por uma, duas e até três vezes...

Odiei não conseguir rasgar tuas fotos, apagar os teus recados. Odiei ainda mais, precisar encarar a vida sem ti, dar passos cegos e até procurar outros amores em vão. Odeio ficar comparando pessoas a você e saber mesmo assim, que ninguém fará comigo o que tu ainda fazes.

Odeio ver o relógio parado durante tempos em que nos afastamos. Ter provas reais de que o destino vive a brincar conosco.

Ainda te odeio tanto...
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E te odeio porque sei que não percebes que te odiar, é o mais visível traço de que ainda te tenho em mim. De forma íntima e inabalável. Eu te odeio por nunca ter conseguido te afogar das minhas memórias feitas minuciosamente pelos teus toques e trejeitos.

Odeio o fato de só tu não entenderes isto e, mesmo assim, de forma automática chego até ti em busca de respostas. Odeio te conhecer tão bem e saber que pra ti as coisas não são assim. Eu odeio ver os meus desejos sendo sufocados por prevenção, envoltos em dúvidas.

Eu te odeio, por levar um segundo para entrar e a eternidade para sair da minha vida. Eu odeio que seja você a aquarela da minha existência. Eu odeio o jeito que me envolves. Eu odeio te ver como solução. Eu odeio o atraso que me causas e a rapidez com que me esqueces.

Eu odeio ter tanta certeza de que ainda te amo!
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Hoje o MEU SOL se pôes antes do dia acabar!

Aquele Adeus. Aquele adeus que não questiona. Um ciclo vicioso interminável. Interminável? Amanhã voltarás? Amanhã deitarás de novo no horizonte?Sol que nasce, sol que aquece, sol que queima, sol que se põe... e há-de voltar a nascer. Morres todos os dias, com a certeza de voltar?Amanhã dizer-te-ei Adeus? És tu que vais ou sou eu que fico? Ficarei? Com que certeza? Nenhuma. Hoje acordei e já me aquecias. E lembro-me, agora, que te esquecia. Tu, fonte de vida, fulcral e insignificante, como tanto mais que me rodeia e me esqueço de valorizar, de amar. E se amanhã és tu que ficas e eu que vou? Se eu for e não voltar? Não quero ir sem te ter amado. Porque um dia deixar-te-ei, ou então, serás tu a deixar-me. Mas quando chegar o dia em que não voltarei a ver-te recolher no horizonte, envolvido em beleza que dispersa, lembrar-me-ei, de tudo! E lembrar-me-ei que tudo amei, ou ao menos, em cada dia esforcei por amar. Porque o que é fulcral jamais poderá ser esquecido, jamais poderá ser insignificante. Amanhã quero te ver de novo. E quando gritares a tua beleza, tão única, à hora do Adeus, espero lá estar. Dizer-te-ei Adeus e saberás o meu desejo mais profundo, o de ter amado hoje o máximo, e o de puder, amanhã, amar ainda mais.